domingo, 4 de abril de 2010

O que são Registros Vocais?

O workshop “Cantando no século XXI” com a professora americana Jeannette LoVetri foi bastante proveitoso. É sempre bom poder trocar experiências e técnicas com profissionais de nossa área. No entanto, ficou clara a dificuldade de nossos cantores brasileiros em compreender a diferença entre registros vocais. Tenho percebido bastante isso no meu dia-a- dia como professora de canto e fonoaudióloga. Os profissionais do canto que chegam até mim, muitas vezes já vindos de renomados professores, não conhecem os possíveis registros vocais e as possibilidades que se abrem para suas vozes. Quanto a saber quais as musculaturas envolvidas na produção de cada um destes registros...Isso é quase impossível de acontecer.


Acredito que seja de enorme importância que o cantor conheça o seu instrumento: a voz. A voz não é algo místico, misterioso ou inexplicável. Ela é oriunda da vibração de estruturas compostas por mucosa, músculos e cartilagens. Por que alguns insistem em colocá-la em uma esfera quase “esotérica”?

Os registros vocais podem ser definidos como formas de se emitir um som.Há uma série de classificações que envolvem diversas nomenclaturas para os registros, mas vamos nos prender hoje apenas ao registro modal e registro elevado.

Não tem nada de esotérico na produção do registro modal. Este registro está associado ao músculo tireoaritenóideo (TA), também conhecido como músculo vocal, pois faz parte do “corpo” das pregas vocais. A voz falada (tanto masculina quanto feminina) utiliza-se normalmente deste registro para ocorrer.

O registro elevado envolve notas mais agudas, uma região que normalmente não é utilizada com freqüência na fala; está associado ao músculo cricotireóideo (CT), que estica e afina as pregas vocais para que elas possam atingir as notas mais agudas.

Uma voz que recebeu um bom treinamento deve ser capaz de sustentar sua qualidade em todos os tipos de registros, com beleza e sem esforço, tanto no grave quanto no agudo.

Um comentário:

Alexandre Ferraz disse...

Bom dia, Patricia.
Quando fala em registros, me deixa um pouco confuso.
Gostaria de saber, em sua concepção, o que seriam o vocal fry, o falsete e o wistle.
Não seriam também registros e recursos válidos as para mais variadas produções vocais?
Obrigado!

Parabéns pelo blog!